Jeder für sich und Gott gegen alle (no Brasil e em Portugal, O Enigma de Kaspar Hauser) é um filme alemão ocidental de 1974, um dos mais celebrados do diretor Werner Herzog. O trabalho, cujo título significa, em tradução literal, "cada um por si e Deus contra todos" narra a história de Kaspar Hauser, uma criança abandonada envolta em mistério, encontrada na Alemanha Ocidental doséculo XIX, com alegadas ligações à família real de Baden. O filme fez parte da competição para a Palma de Ouro no Festival de Cannes 1975, onde ganhou três prêmios.
É um interessante objeto de estudo da teoria de Durkheim, pois apresenta inúmeros exemplos de fatos sociais. O filme é baseado na vida de Kaspar Houser, um cidadão alemão do século XIX que viveu grande parte de sua vida enclausurado em um quarto escuro sem contato com a sociedade. Aos dezoito anos, Kaspar fora abandonado em uma Praça em Nuremberg. Contudo, o jovem não possuía habilidade de fala ou escrita e nem possuía habilidade para andar ereto.
A enorme dificuldade de humanização de Hauser gera muitas situações propícias à identificação de fatos sociais. Por exemplo, Kaspar teve suas vestimentas mudadas, é ensinado a andar e comer com talheres, e ensinam-lhe a fala e a escrita. Todos esses fatores são, de certa forma, fatos coercitivos, difundidos na sociedade e exterior ao individuo. Por exemplo, um individuo que deseja andar apoiando os quatro membros no chão, ou que não usa vestimentas, certamente seria punido ou seria vitima de discriminação pelo restante da sociedade. A fala e a escrita tem poder de coerção também, pois sem esses atributos o ser pode ser privado de inúmeras conquistas (inclusive esses meios de comunicação possibilitou que Hauser relatasse sua vida durante o período em cativeiro), além disso, por meio desses atributos, os indivíduos tem poder de provocar coerção em outros indivíduos.
Em suma, segundo o conceito de Durkheim, para se tornar humano Kaspar Haser teve que aprender com seus semelhantes inúmeras atitudes que seriam impossíveis de serem desenvolvidas em estado de isolamento. Mas, para isso, o jovem teve quer ser muitas vezes manipulado ou obrigado, de tal forma que se o mesmo não se adequasse às regras de conduta impostas pela coletividade, ele não seria aceito pelos demais integrantes da sociedade.
fonte: Wikipédia e Blog Sociologia do Direito Unesp
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